Talk Time

Animais de companhia em restaurantes: sim ou não?

Entrará em vigor em Maio deste ano uma nova lei que consente a entrada de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração; isso já todos sabemos. No entanto, o que ainda continua por inferir é o que tal significa, de facto, para a nossa comunidade. Se, por um lado, são poucos (se alguns os há!) os que não emitem qualquer opinião relativa a este tema que muita polémica tem gerado, por outro, a grande maioria fá-lo sem real consciência dos verdadeiros contornos da questão e, por conseguinte, sem argumentos que o possam devida e esclarecidamente justificar.

 

Primeiramente, devemos então tomar conhecimento das regras e condições respeitantes:

  • De antemão se requer que os animais sejam mantidos longe da área de serviço e presos por uma trela curta
  • A lei apenas dá a possibilidade de escolha: é ao proprietário de cada estabelecimento que compete a decisão de a aplicar ou não e sob quais circunstâncias, definindo a lotação máxima a respeitar e podendo optar por delimitar áreas específicas
  • No caso de autorizar a entrada de animais, o dono é obrigado a sinalizar o local com o respetivo dístico
  • Pode ser recusada a permanência no recinto a qualquer animal que perturbe o habitual funcionamento do estabelecimento

 

Assim sendo, precisamos, pois, redirecionar a nossa preocupação para outros aspetos além dos logísticos. Por um lado, o bom senso (quer por parte dos proprietários dos estabelecimentos aquando da conceção do espaço como capaz de salvaguardar os interesses de ambas as partes sem negligenciar nenhuma, quer por parte dos donos dos animais aquando da deliberada admissão de os julgar capazes de se comportar naquele ambiente sem interferir com o bem-estar dos outros) e o recíproco respeito (entre aqueles que veem esta decisão como uma mais valia para nós e para os companheiros de quatro patas e os que não conseguem encontrar qualquer critério válido para a sua promulgação).

 

Assumindo-o, sabe-se, ainda, que esta é uma realidade há muito adotada noutros países (sem ocorrência de problemas correlacionados). Depende, pois, de nós que a sua aplicação (como resposta a necessidades pontuais!) não comporte mais prejuízos do que privilégios. É crucial e imperativo investir na progressiva educação e consciencialização de todos os animais e de cada um dos donos.

Até lá e enquanto isso, priorizemos outras causas mais prementes e nelas empreguemos as ferramentas de que dispomos. Afinal, a evolução da Humanidade faz-se por pequenos passos e quanto menos tropeçarmos, mais tempo ganhamos!

Também podes gostar!