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Gossip Girl: a autoridade inabalável de um segredo

É muito difícil para mim ficar angustiada com o final de uma série (por muito que me seja agradável acompanha-la). No entanto, conheço-me bem o bastante para prever que, com Gossip Girl, não seria assim tão simples e transparente. Verdade seja dita? Custou (e não foi pouco, não senhor!) a ganhar coragem para dar por terminada…

“That´s the point. You´re no one until you´re talked about.”

Tendo começado a ver por sugestão de várias pessoas (que lhe teceram largos e abundantes elogios), conquistou-me no primeiro episódio. Mais do que isso? Fez-me sua refém em todos os que se lhe seguiram até aquele último que sempre me consegue abalar! Veja-o eu quantas vezes quiser e conseguir…  Que outro motivo (para além, claro está, do muito tempo livre) poderia justificar o facto de ter devorado seis temporadas inteiras em menos de um mês?

Muito mais do que interessada pelo quotidiano de Manhattan, dos jovens a descobrir o significado de ter responsabilidades e dos adultos a abdicar desse poder em detrimento de amores mal resolvidos ou loucuras pouco assumidas, descobri-me apaixonada pelo dinamismo que melhor descreve e especifica esta trama. Os segredos em torno dos quais tudo acontece e as mentiras a eles associadas. As inconsequentes vinganças e as chantagens constantes. Os inevitáveis problemas familiares. As idas e vindas quando mais se está a contar ou quando menos se espera. As apostas, os acidentes que delas podem decorrer e as mais improváveis segundas oportunidades. Um complexo drama composto por infinitas intrigas que, no final, nos esclarecem quanto ao significado do verdadeiro amor, para uns, e às implicações do profundo ódio, para outros.

Com algumas personagens mais relevantes e necessárias do que outras que foram surgindo e retirando-se (na melhor das hipóteses), a nossa atenção pela série preserva-se captada pelas constantes reviravoltas que não deixam de se suceder ao longo do tempo, pelas mais variadas razões e com os mais diversos efeitos.

O mais complicado passa mesmo a ser conseguir gerir as nossas prioridades e decidir não ver naquele preciso instante o próximo episódio. Um conselho? Quanto menos deles virem por dia, mais fácil será  atrasar o derradeiro, depois do qual só ficará a saudade…

 

 

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