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Cabelo curto: o grande perigo de ser linda e maravilhosa

Já se passaram quase cinco meses desde a experiência radical (como eu gosto de, corajosamente, definir) a que me submeti; depois de todo um complicado e penoso balanceamento dos prós e dos contras a considerar. Encarando-me no espelho por um mais prolongado período de tempo; pondero, agora, as reais implicações dessa minha definitiva decisão: cabelo curto, sim ou não?

 

 

Atualmente, já numa altura em que estou cada vez mais perto de atingir o tamanho que julgo o ideal para mim e para o meu formato de rosto, a maior verdade é apenas e somente uma: adoro ver-me e ser vista sem aquele peso tão monótono e igual aos demais sobre os ombros e já não me imagino sequer a deixá-lo crescer mais do que o estritamente necessário para conseguir e preservar o corte que melhor se ajusta. No entanto, nem sempre foi assim tão linear e o pior demorou mais a passar do que eu contava.

Admitindo-o e acreditando que este é um processo de adaptação demorado pelo qual nem todas estamos (suficientemente) dispostas a passar; comprometo-me a listar alguns dos maravilhosos benefícios e outras infelizes desvantagens que senti, pela primeiríssima vez, na própria pele.

Por um lado, torna-se imediatamente mais difícil (se praticável) criar penteados lindos e muito elaborados ou, sequer, amarrar o cabelo. Na grande maioria dos dias não teremos outra opção que não a limitada e pré definida escovadela para colocar os infinitos fios no seu devido sítio e, mesmo para isso, é premente ter em atenção a mais frequente necessidade de aparar as pontas e trabalhar o modelo (numa tentativa de evitar cair naquele falível erro facilmente detetado pelas entendidas). Não vale a pena negar ou tentar suavizar porque há mesmo que reconhecer!

Por outro, igualmente importante mas mais tentador, aliamos o útil ao extremamente agradável. Enquanto poupamos dinheiro e tempo (nos produtos dos quais não dependemos tanto e nas tarefas quotidianas e rotineiras agora bem mais fáceis e rápidas de executar), conquistamos uma liberdade singular e um estilo próprio inigualáveis que nenhuma outra coisa neste mundo consegue suscitar. Para além de prático, transforma-nos em mulheres decididas a valorizar o que pensamos e despreocupadas com as irrelevantes opiniões alheias.

Quanto às estações do ano e respetivas associações habitualmente feitas no que respeita à maior ou menor utilidade de determinado tipo de cabelo, sejamos honestas: para a terrível tarefa de compensar as elevadas ou demasiado baixas temperaturas temos como aliada infalível a roupa nas suas mais variadas formas e com os mais diversos feitios!

 

Por isso, de que estais à espera? We run the world!

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