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Animais: comprar ou adotar?

No momento em que se decide que a família precisa e (mais do que isso!) está preparada para acolher mais um novo membro, são muitas as pessoas que, depois do entusiasmo e da excitação inicial, se veem confrontadas com a possibilidade de comprar ou adotar; não detendo (na grande maioria das vezes) conhecimento o suficiente para poderem assumir com responsabilidade a decisão mais adequada para todos.

Na verdade, possa ou não parecer aceitável, existem vários motivos (mais ou menos válidos) que justificam, de certa maneira, a preferência pela compra de um cão ou gato de uma raça pura específica: para além de podermos determinar antecipadamente todas as características físicas e comportamentais que vão assumir depois em adultos, teremos a garantia de que foram assegurados todos os cuidados (de higiene, alimentação, saúde e socialização) com as crias, desde que nasceram até à posterior entrega ao dono, e teremos ainda acesso a instruções importantes e precisas sobre as suas futuras necessidades.

Agora, atenção! O grande problema reside precisamente no infeliz facto de esta não ser a verdadeira realidade de todos os criadores; mas, muito pelo contrário, de apenas uma pequena e quase residual exceção. Por detrás de aparentes responsáveis e bem especializados tratadores; descobrimos fábricas de filhotes de quatro patas, sem quaisquer condições básicas ou mínimo contacto humano; visando-se única e exclusivamente o lucro final, negligencia-se a qualidade de vida e pratica-se o maltrato deplorável.

É, então, que temos ao nosso dispor uma excelente alternativa à procura exaustiva e incessante de um bom criador: a adoção, aquele processo relativamente fácil através do qual salvamos uma vida, possibilitamos a salvação de uma outra e ainda incentivamos mais pessoas a fazer o mesmo (ajudando, consecutivamente, a combater a superpopulação de animais abandonados), podemos escolher o porte, a idade e até as características do mais recente cão ou gato (evitando futuras desilusões e prevendo as respetivas necessidades), abdicamos de grandes responsabilidades no que respeita à educação e ao treinamento do animal (que, muitas vezes, já vem com essas noções básicas), garantimos que nenhum outro se parecerá com o nosso (pelo seu aspeto único e, sobretudo, pelo seu caráter singular) e salvaguardamos a menor probabilidade de problemas hereditários (mais inerentes às raças puras).

Por muito menos dinheiro; conquistamos um amor incondicional e uma gratidão inigualável capazes de nos tornar tão especiais como cada um deles.

 

No meu caso (dona de já nove animais, nenhum deles comprado), a escolha já não é mais tão difícil! Mas um conselho? O ideal e preferível é sempre (em toda e qualquer circunstância!) considerar e avaliar ambas as possibilidades; tendo em conta os benefícios e as desvantagens de cada uma, para o próprio animal e para a nova família. Comprado ou adotado, todos precisam do mesmo amor e todos merecem as mesmas oportunidades; acima de tudo, o mais importante é mesmo que nos comprometamos a acautelar o seu bem-estar. A todo e qualquer momento, agora e durante toda a sua vida.

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