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Minimalismo: o primeiro contato

Pela educação que me foi dada, devido a questões financeiras ou, mesmo, pura e simplesmente, por declarada personalidade; a verdade é que toda a minha vida me abstive de possuir em excesso o que podia sintetizar segundo o essencial e me comprometi a repassar o que, então, de facto, podia fazer falta a outros. No meu quarto, na minha carteira, no meu carro, na mala de viagem e, até, no telemóvel ou no computador, só mantinha o que realmente julgava precisar, fazendo com frequência limpezas gerais para remover o que, nesse meio-tempo, se havia reunido e acabando por ficar. Verdade seja dita? Chegou mesmo a acontecer eu acabar por sentir necessidade de algo que tive mas achei por bem deixar de ter! Só para verem…

No entanto, não foram apenas exceções as vezes em que empreguei dinheiro (que me custara a ganhar e não voltaria a retornar) em algo cujo valor era praticamente nulo para mim, só porque isso me tornaria parte de algum grupo ou me faria sentir melhor perante outros. No entanto, foram várias as coisas que tomaram conta de determinado lugar na minha vida por sentimentos de culpa; capazes de assumir o total controlo que a mim me dizia respeito. No entanto, não desapareceu (nem, tão pouco, se atenuou) aquele vazio constrangedor e inquietante que me atormentava; em cada uma das muitas vezes que escolhia ou me via compelida a não possuir ou conservar aquilo. No entanto, havia, sim, inegavelmente, muito a trabalhar!

Desconhecendo, ou não estando eu suficientemente habilitada para definir com exatidão, a ordem pela qual se sucederam; nessa mesma altura, dei de caras, sem saber muito bem porquê, com o termo minimalismo pela boca de várias youtubers (das quais posso e devo destacar a Marieli Mallmann e a responsável pelo canal fêliz com a vida) que seguia e acompanhava. Através delas, graças à partilha das suas experiências; tive a oportunidade de descobrir o quão maravilhoso e libertador pode ser viver apenas e somente com o VERDADEIRAMENTE essencial.

Não, não implica precisarmos de abdicar de tudo e de mais alguma coisa. Não, não implica termos de sofrer com a ausência forçada de algo! Requer, sim, que sejamos honestos connosco próprios e capazes de reconhecer o que efetivamente nos faz bem; de forma a podermos converter o nosso tempo, o nosso dinheiro e a nossa energia em realização pessoal plena!

À nossa medida, pelo nosso próprio ritmo, temos o direito e o dever de nos redescobrir. Queres experimentar?

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