Life Time

Minimalismo: a prática que o materializa

Entretanto, depois de muito bem trabalhada (e sustentavelmente construída) a mentalidade base do minimalismo; podemos e devemos colocar em prática a atitude que a materializa e concretiza, efetivamente.

Sim, talvez seja esta a etapa mais difícil de enfrentar; aquela que nos coloca realmente em confronto com as ideias até então por nós defendidas e assumidas como verdades absolutas. Mas não desanimem… Porque, acreditem em mim, será também esta a que mais prazer vos irá proporcionar e a que de mais gratidão vos irá preencher! Basta que, para isso, a aceitem, sem pressões, sem medos, sem exageros, sem segundas ou terceiras intenções. Apenas a vivam.

Graças a Francine  Jay, basta que nos comprometamos a seguir e cumprir os seguintes mandamentos, através dos quais esperamos “reduzir continuamente a quantidade de coisas e criar técnicas para garantir que elas não voltam a acumular-se”. Então…

  1. Recomeço: precisamos recomeçar do zero, “dividindo essa tarefa colossal em pequenas partes” (como, por exemplo, gavetas, caixas ou móveis), tirando TUDO de cada uma delas para podermos saber exatamente o que temos e fazer a respetiva separação em três categorias
  2. Tralha, tesouro ou transferência: precisamos ser capazes de perceber, à partida, o que deve ficar e o que pode sair
    1. Tralha: tudo o que for lixo, reciclando-se o que for possível
    2. Tesouro: tudo o que estimamos de verdade e no faz realmente bem
    3. Transferência: tudo o que esteja em perfeito estado e possa servir utilmente a outro
  3. Um motivo para cada objetoprecisamos ter um bom e justificável motivo para manter as coisas que assumimos dever ficar; afinal, “o que vale mais, o item em si ou o espaço que ele ocupa?”
  4. Cada coisa em seu lugar: precisamos definir exatamente o lugar ao qual pertence e onde deve estar cada uma das coisas, de acordo com o local e a frequência com que a utilizamos
    1. Círculo próximo – zona da área dentro da qual chegamos a tudo se esticarmos os braços
    2. Círculo distante – um pouco mais difícil de alcançar, mas perto
    3. Stock oculto – fora da vista, dispensas e garagens
  5. Todas as superfícies vazias: precisamos de imaginar que as superfícies são escorregadias e que tudo o que lá estiver sem ali pertencer virá connosco quando sairmos, de forma a mantermos as superfícies vazias para se poder produzir
  6. Módulos: precisamos organizar todas as coisas de funções semelhantes em conjuntos, eliminando o excesso e garantindo o devido acesso
  7. Limites: precisamos estabelecer e respeitar limites para contrariarmos a cultura da produção em massa e da distribuição global; que nos condiciona a querer mais e mais
  8. Entra um, sai outro: precisamos expulsar cada coisa antiga para cuja substituição compramos nova, negando excessos e repetições que se tendem a acumular
  9. Restrição: precisamos compreender a importância de possuirmos “apenas o suficiente para atender às nossas necessidades”, investindo em objetos versáteis e multifuncionais capazes de realizar o maior número de tarefas
  10. Manutenção diária: precisamos acreditar que “a prática leva à perfeição”, prestando sempre atenção ao que entra em casa; para não deixar acumular coisas e voltando a organizar entre períodos de tempo

Também podes gostar!