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Cães: como educar sem desesperar?

Escolher o nome do cão que estamos prestes a incluir na nossa vida e preparar tudo o que possa vir a ser útil e necessário a curto e a longo prazo; nem sempre nos faz prever, convenientemente, a quantidade de tarefas e de responsabilidades que vamos precisar assumir. Não, ter um animal de estimação não comporta apenas coisas boas; e, muito por isso, é importante que nos informemos sobre tudo o que implica, na realidade.

Afinal, como o educar? Em quais cuidados devemos prestar mais atenção? Quando começar e que ordem seguir? O que está certo e o que pode ser considerado mais errado? Pela minha (pouca!) experiência, o mais importante é mesmo ter paciência, muita paciência…

Numa fase inicial, a partir do momento em que entra naquela que será a sua casa, é crucial que, enquanto começa a compreender o seu nome, seja confrontado com todo o tipo de estímulos e manipulado de todas as formas e mais algumas. Segundo dizem os especialistas, é entre as sete e as doze semanas que podemos e devemos permitir que socialize com diferentes pessoas e outros animais; sendo pertinente aproveitarmo-nos das distintas situações para incutir a noção de certo e de errado.

 

Enquanto isso, começa a batalha que será, muito provavelmente, a mais difícil de ganhar; educar o cão a fazer as necessidades no sítio que é suposto. Algumas dicas? Colocar o resguardo o mais longe possível da comida e da água, ter sempre “à mão” petiscos para o felicitar quando fizer bem e repetir de todas as vezes os comandos “xixi” e “cocó” para que possa, depois, começar a associar. Fazendo fora; o melhor será coloca-lo na fralda (quando apanhado) ou ignorar o cão e a situação (quando só descoberto mais tarde). O mais importante é mesmo não ralhar, não discutir e nunca bater! Pode parecer difícil, se não praticamente impossível, mas é o que precisa ser feito.

Após os três meses, é bom dedicar mais tempo diário à apreensão de alguns comandos e à reprodução de outros comportamentos. Vir quando é chamado, sentar, dar a pata, deitar ou ficar; seja qual for, todos eles precisam ser dados a conhecer e experimentar sempre da mesma maneira para não confundir.

Acima de tudo,desde sempre, é imprescindível que se invista conscientemente num enriquecimento ambiental que estimule a criatividade e os vários sentidos do cão; focando no seu bem-estar de forma a suprir as suas faltas e a garantir que esteja feliz. A todo e a qualquer momento, deve ter acesso a brinquedos (totalmente seguros e adequados!) que o desafiem de forma gradual, sem frustrações, a conseguir e ser capaz de fazer mais; sem que, para isso, precise estragar o móvel do quarto ou os cordões daquelas sapatilhas novas.

Parece simples? Acreditem em mim: vão perceber que não é bem assim…

Mas, boa sorte!

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