Life Time

Copo menstrual: o ideal

Enquanto mulheres em idade fértil, é-nos impossível fugir àquela “altura do mês” que tantas dores de cabeça nos provoca, de forma mais ou menos literal. Física e (até muito mais) psicologicamente, é inegável que mexe connosco. Mas, visto ser algo incontornável, que tal reclamarmos menos e gastarmos, antes, o nosso tempo pensando em soluções que possam efetivamente tornar tudo mais suportável?

Isto porquê? Porque as existem!

Há cerca de um ano, cada vez mais preocupada com o meu impacto ambiental a curto e, sobretudo, a longo prazo (algo de que espero falar em posts futuros), descobri que podia reduzir drasticamente o lixo que produzia só por substituir os tampões aos quais recorria mensalmente já há vários anos por um copo menstrual. Que é nada mais nada menos do que “um recipiente [a inserir] na vagina durante a menstruação para recolher o fluxo menstrual”. Pois….

Sim, parece assustador e até mentira quando nos falam das suas vantagens. Mas, tendo muito em conta a minha experiência ao fim de mais de seis meses a utilizar um, posso dizer-vos que não há melhor. Vamos, pois, lá ver… ele é:

  • Muito mais benéfico, visto que, por um lado, ao ser hipoalergénico e não usando químicos ou aditivos não causa quaisquer alergias ou irritações, e que, por outro, ao manter o sangue em vácuo ao invés de o absorver impede que se oxide evitando a proliferação de bactérias e fungos responsáveis pela síndrome do choque tóxico muito associada ao uso de tampões
  • Muito mais confortável, visto que, existindo em vários tamanhos, de diferentes modelos, com mais do que um grau de maleabilidade, se adapta à anatomia feminina de forma a evitar fugas de sangue sem incomodar (tornando-se impercetível) e que, para além disso, pode permanecer colocado por um período médio de doze horas, não atrapalhando durante o trabalho, na prática de exercício físico ou outras atividades mais ativas e permitindo uma noite sem interrupções
  • Muito mais ecológico, visto que sendo lavável e reutilizável pode, se usado e tratado adequada e convenientemente, durar até dez anos e impedir, portanto, o uso, durante esse mesmo período, de, em média, cerca de 3600 absorventes que depositados em lixeiras e aterros constituem um grave e irremediável problema para o meio ambiente
  • Muito mais económico, visto que os cerca de vinte euros gastos inicialmente são um claro (mais do que acessível!) investimento quando comparados aos cerca de 420€ (no mínimo) dispensados em absorventes ao fim de dez anos

É maravilhoso! E garanto-vos que, na prática, não é tão difícil quanto possam julgar.

Para o colocar, basta, pois, dobra-lo (da maneira que nos for mais cómoda), segura-lo nessa posição e inseri-lo; verificando sempre depois se se abriu corretamente movendo a pega ou contornando toda a borda com um dedo de forma a perceber-se se não ficou dobrada em alguma parte. Já para o retirar, é preciso que, com cuidado, se puxe pela pega e se mova o copo conforme o necessário.


Depois, é só esvaziar o conteúdo e lava-lo com água corrente fria (para que não se comprometa a devida maleabilidade do copo); repetindo-se todo o processo novamente. Terminado o período, tal como no início de cada um, convém sim que se faça uma limpeza mais profunda e exigente. Nesse sentido, deve-se esterilizar o copo em água a ferver durante três minutos para que fique totalmente desinfetado e pronto a ser reutilizado.

Muito complicado? Acreditem que não é. Não prometo que se sintam imediatamente familiarizadas na primeira utilização, mas sou-vos o mais honesta possível quando afirmo convictamente que não levará muito tempo a interiorizarem esta rotina que vale, na minha opinião, totalmente a pena. Para o nosso bolso, pensando no Planeta e, sobretudo, tendo em conta a nossa saúde e o nosso bem-estar, não há alternativa melhor!

Também podes gostar!