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Consumo consciente: não é que possamos, mas sim que devemos!

“Quando (caminhamos para nos) virarmos minimalistas, temos tempo para contemplar quem somos, o que achamos importante e o que nos faz realmente felizes”. Redefinimo-nos “pelo que fazemos, pelo modo como pensamos e por quem amamos, e não pelo que compramos”. “Ficamos satisfeitos com o essencial. Consumimos o mínimo possível, conscientes de que os recursos são limitados. Sabemos que estamos aqui para servir a Terra e temos a responsabilidade de cuidar dela para as futura gerações”.

Assim, e somente desta forma, “o ar vai ser um pouco mais limpo; a água, um pouco mais pura; as florestas, um pouco mais cheias; e os aterros, um pouco mais vazios”.

Menos lixo pode, inclusive, significar mais tempo, mais espaço, mais experiências e, simultaneamente, menos coisas, menos gastos e menos desperdício para nós e pelo ambiente. Não é maravilhoso? Não soa perfeito? Basta:

  1. Repensar, tomando consciência do que é realmente indispensável e do que podemos viver sem
  2. Recusar, à partida, aquilo que não vamos precisar
  3. Reduzir, adquirindo somente o necessário e sempre de forma a garantir que é durável
  4. Reutilizar, dando sempre toda e qualquer utilidade a uma mesma coisa enquanto for possível
  5. Reciclar, fazendo a devida separação do lixo que não pudemos evitar
  6. Reparar, arranjando o que ainda pode ser consertado
  7. Reintegrar, justificando-se o lixo orgânico que constitui metade dos nossos resíduos

Pode parecer demasiado complexo e trabalhoso. Mas não precisa. Leva tempo e será gradual. Para mim, ainda está a acontecer. Continuo a cometer erros e são várias as coisas que me faltam compreender e conseguir reproduzir no meu dia-a-dia. Nem sempre ajo de acordo com o que devo e com o que julgo o correto a fazer. Mas tento e não desisto de melhorar. Aos poucos, cada vez mais e levando comigo todos os que consigo, comprometo-me a assumir as minhas responsabilidades para com o Planeta que me permite existir e respirar; pedindo, em troca, apenas que o respeitemos e lhe deixemos fazer “o seu, único, trabalho”. Como?

  • Faço, o melhor que posso, a separação do lixo, apartando tudo o que possa ser reciclado e indo uma vez por semana aos respetivos ecopontos
  • Substituo na medida do praticável qualquer papel a usar e deitar fora por panos que podem ser lavados e novamente usados
  • Rejeito todos e quaisquer talões da caixa de multibanco
  • Aderi à fatura online no Continente e aguardo, ansiosamente, pela apropriação de tal ideia noutros super e hipermercados
  • Dou preferência às contas em débito direto (para não precisar de receber as cartas)
  • Não compro mais sacos de plástico nem aceito os que algumas lojas já por si dão sem nos questionar, andando sempre com uma “atrás” para onde quer que eu vá
  • Descartei as garrafas de plástico cuja reutilização era finita e prejudicial para a minha saúde, comprando uma que me serve durante todo o dia, em casa e no trabalho, por muito tempo
  • Rendi-me ao copo menstrual, um único capaz de substituir 3600 absorventes ao fim de dez anos
  • Substitui as escovas de dentes (infelizmente “habituais”) por uma de bambu mais ecológica
  • Passei a usar, única e exclusivamente, cotonetes de papel em embalagens de papel
  • Não tenho qualquer problema em comprar coisas usadas e revendo as minhas quando já não me vejo a serem-me mais úteis ou adequadas
  • Recuso toda e qualquer palhinha de plástico, levando sempre comigo as de aço inoxidável
  • Caso em alguma ocasião precise levar algum conjunto de talheres, tenho o meu em bambu
  • Adquiri cápsulas para o café reutilizáveis e proibi o uso de saquetas individuais de açúcar
  • Prefiro os tupperwares de vidro aos de plástico, à medida que vou precisando de os trocar
  • Se possível compro a granel, trazendo exatamente o que quero e preciso, contrariando o desperdício
  • Evito comprar comida nova antes que a que já tenho acabe
  • Repensei o uso de guardanapos à mesa e preferi ter o meu pano sempre “à mão”
  • Fujo de quaisquer embalagens, mas tendo de, opto sempre que possível por comprar menos embalagens com maior quantidade ao invés de comprar muitas de pequeno tamanho
  • Compro pão e/ou fruta só nos sacos de pano e rede adquiridos com esse propósito
  • Prefiro (quase) sempre fruta da época, evitando as que precisaram de percorrer várias centenas de quilómetros pra chegar até mim
  • Utilizo chá em ervas ao invés do chá em saquetas, cujo sabor é ainda mais puro e intenso

Pode parecer pouco ou até mesmo quase insignificante. Mas acreditem em mim quando vos afirmo que não é e que podemos sim fazer a diferença de que o nosso Planeta precisa. Ao fim de algum tempo serão pequenas atitudes já parte da vossa rotina e estranho mesmo será não o fazer.

Pensando, sobretudo, no ambiente cuja “doença” se repercute diretamente na nossa saúde, podemos e DEVEMOS diminuir drasticamente a nossa pegada ecológica. Podem começar já hoje…

Vamos repensar os nossos hábitos diários de consumo?

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