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Conduzir um carro? Difícil…

Aproveitando o artigo passado referente às despesas que ter um carro implica, decidi alongar-me um pouquinho mais e desabafar um tanto ou quanto sobre o quão de paciência precisamos reunir para o conduzir na estrada junto com outros seres cujas capacidades podem por vezes, demasiadas vezes, ficar aquém do esperado e socialmente exigido.

Pode parecer exagero, mas eu acredito mesmo que chegamos a envelhecer até três vezes mais rápido do que se apenas nos limitássemos a partilhar transportes públicos ou, melhor ainda, optássemos pela bicicleta que temos em casa encostada; isto se andar a pé não for uma opção viável.

Ora vejamos, sem qualquer ordem específica visto tal ser impraticável, o tipo de pessoas que nos fazem desesperar:

  • Aquelas que, ou porque não prestaram atenção no código da estrada ou porque preferem mesmo dificultar a vida às outras pessoas para seu próprio benefício, fazem sempre e todas as rotundas por fora ainda que seja para saírem na terceira saída

  • Aquelas cujo pisca deve encarecer a conta ao final do mês e portanto optam por não os utilizar, independentemente do quanto tal possa ser necessário e crucial para si e para os outros
  • Aquelas que acreditam que podem fazer tudo e mais alguma coisa, precisando ou não, em qualquer parte da estrada desde que, muito importante, liguem os quatro piscas para o sinalizar
  • Aquelas que quando estacionam em lugares próprios para esse efeito, não se satisfazem apenas com um e decidem, arbitrariamente, ocupar dois ou porque não sabem o que estão a fazer ou só mesmo porque sim
  • Aquelas que cometem erros mas ainda acham que têm razão, discutindo com toda uma indignidade ao invés de se desculparem pelo que fizeram ou estavam prestes a querer fazer
  • Aquelas que se colam à traseira do nosso carro (ou dos outros, é irritante na mesma) numa de intimidarem, na humilde esperança que ganhemos asas para poder levantar e as deixar passar
  • Aquelas que, se calhar justificam que nos colemos à sua traseira, vão a 30km/h numa zona de 50km/h e ainda travam a torto e a direito, não se sabe muito bem porquê
  • Aquelas que vão na faixa do meio ou mais à esquerda quando a da direita está livre e pela qual se veem obrigados a passar todos os outros carros
  • Aquelas que, pior ainda, vão no meio de duas faixas, impedindo a passagem de quem quer que seja e obrigando-nos a fazer uso da buzina, aquela coisa de cujo som já nem nos recordávamos
  • Aquelas que se julgam muito espertas e tentam passar à frente nas filas de trânsito e que, no seu total direito (claro, está!), se revoltam quando algum individuo (minimamente inteligente) não deixa e as obriga a esperar mais um bocado
  • Aquelas que não agradecem quando lhes é cedida a passagem em situações cuja prioridade nos pertencia a nós e te fazem repensar numa próxima vez
  • Aquelas que vindas cheias de pressa nos obrigam a travar para as “deixar entrar” mas depois vão como se em passeio estivessem
  • Aquelas que aceleram naqueles últimos metros antes dos semáforos cujo controlo de velocidade está bem sinalizado, obrigando-te a ficar parado no vermelho
  • Aquelas que ou julgam estar em plena discoteca ou, solidários como são, apenas querem dar música a quem pensam não ter rádio
  • Aquelas que encaram as estradas como circuitos de competição e se preocupam com tudo menos com a segurança das outras pessoas

São tantos e de tão variados feitios que uma pessoa fica sem saber o que esperar antes de arrancar com o carro… Boa sorte para nós!

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