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De distrito em distrito: Viana do Castelo

Uma das vinte e três coisas que quero e espero poder fazer antes dos meus vinte e três anos é viajar para um novo país; visto que, muito infelizmente, não conheço nada para além de, assim muito por alto, Espanha.

Mas, uma coisa não invalida outra ainda mais importante: descobrir Portugal. Afinal, que sentido faz desesperar por ir a outros lugares sem explorar o meu próprio, aquele no qual nasci e que embora muito pequeno (sobretudo quando comparado a outros) tem muito para oferecer? Exato, nenhum…

Por isso, bora ir por aí, distrito a distrito, apreciar o que de melhor temos!

Para começar? Vamos logo pelo início: Viana do Castelo; distrito integrado na sub-região NUT III do Alto Minho, subdividido em dez municípios.

Um deles também ele denominado como Viana do Castelo. E aí? Importa conhecer, primeiro, a Ponte Eiffel, uma ponte rodoferroviária de 645 metros inaugurada em 1878. Para, então, chegar à belíssima Sé Catedral e à Praça da República.

Daí, passando e percorrendo a Praça da Liberdade, podemos e devemos entrar e explorar o Navio-Hospital Gil Eanes de 98m, construído em 1955 e atualmente ancorado no porto de pesca.

Então, finalmente, subir quase que a pique para chegar ao Santuário de Santa Luzia, também conhecido como o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, começado em 1904 e concluído 55 anos depois. Ainda mais bonita do que toda a arte sob a qual foi emoldurado, é a maravilhosa vista panorâmica: o mar, as montanhas e a urbanização encaixam-se quase que harmoniosamente.

A poucos quilómetros de distância, temos Caminha. Lá? É obrigatório observar o Forte da Ínsua, bem ao longe no meio do mar.

Depois, podemos passar pelo seu Conjunto Fortificado, pelo bonito Chafariz e pela Torre do Relógio, para alcançar a Igreja Matriz.

Mais à frente, muito mais à frente, podemos (se procurarmos bem!) dar de caras com a Ponte Romântica de Vilar de Mouros; construída no final do século XIV e, atualmente, um pouco perdida e apagada no silêncio e abandono que parece ter tomado conta daquela zona. Ainda assim, digna de alguma atenção!

Seguindo pelo rio Minho, chegamos a Vila Nova de Cerveira; cujo Castelo e cuja Praça da Liberdade precisam ser visitados e apreciados.

Daí, chegar à Quinta das Águias em Paredes de Coura é um instante e, de facto, paragem obrigatória. Vale super a pena e não pode, pois, ser dispensada.

Agora mais para baixo temos Arcos de Valdevez; onde podemos, para além de apreciar a bela Ponte dos Arcos, vislumbrar a Igreja da Lapa e passar pelo já conhecido Pelourinho.  

E não muito longe, a Ponte da Barca (que deu o nome aquela vila), cujo jardim envolvente nos permite descansar enquanto prezamos aquela obra histórica. Acredita-se que aqui viveram Teresa Taveira, a mãe de Santo António de Lisboa, e Fernão Magalhães.

Agora, mais em direção ao litoral, podemos facilmente chegar a Ponte de Lima; a vila que julgam ser a mais antiga, tão destacada pela sua arquitetura medieval. Lá, embora a Ponte se claramente evidencie; não podemos deixar passar por despercebidos outros marcos importantes. A Igreja de Santo António da Torre Velha e a Capela do Anjo da Guarda de um lado e o Largo de Camões e a Igreja da Misericórdia do outro.

E por agora? Acho que chega; ou, pelo menos, precisa de chegar. O tempo escasseia e a verdade é que ainda há tanto por este país fora para descobrir… Por isso, vamos lá recuperar energias e preparar a próxima excursão!


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