Life Time

Operadora de caixa? Muito, extremamente, difícil…

Conduzir e partilhar a estrada com outros condutores é, sim, uma prova de fogo à nossa paciência e, muitas das vezes (para não dizer quase sempre ou mesmo todos os santíssimos dias) ao nosso bom senso. No entanto, nesta vida, são tantas outras as coisas que nos conseguem tirar, e ainda mais, fora de nós. Trabalhar num super ou hipermercado acarreta umas quantas… Entre as quais se destacam os diferentes e variados clientes que pouco mudam no que diz respeito às estratégias para nos atormentar e dificultar o dia. Vejamos alguns:

  • Aqueles que compram um pacote de pastilhas elásticas, ou pior ainda uma única garrafa de água, para destrocar uma nota de 20 ou 50 euros; quase sempre logo que acabamos de chegar
  • Aqueles cuja força só chegou para conseguirem colocar as coisas pesadas dentro do carro de compras, já não sendo capazes de as pôr em cima do tapete e deixando esse trabalho para nós, quiséssemos nós ou não pudéssemos sequer
  • Aqueles que atiram os artigos para cima do tapete, fazendo barulho e, muitas (demasiadas!) vezes, rasgando determinado pacote ou estragando aquele produto, passando a ser nossa obrigação pedir para trocar por outro em perfeitas condições
  • Aqueles que despejam a cesta no tapete, saem para ir buscar mais dez coisas e quando voltam passados mais de cinco minutos ficam chateados por os termos passado à frente
  • Aqueles que, na ausência do respetivo separador, precisam deixar quase um metro de distância entre as suas coisas e as dos restantes clientes, com medo de pagar o que não é deles ou deixar ficar o que lhes pertencia
  • Aqueles que não percebem que se não largarem as coisas no tapete este vai continuar a andar e ainda questionam muito indignados se “o tapete não para?”, ficando admiradíssimos quando lhes respondemos que “basta pousar os artigos”
  • Aqueles que nem uma saudação se dignam a dar e começam logo por pedir um saco ou, melhor ainda, já a ditar o número de identificação fiscal
  • Aqueles que colocam mil e uma coisas dentro de pequenos sacos transparentes e nos obrigam a nós a retira-los um a um para os registar e voltar a lá colocar, tal e qual como já estavam
  • Aqueles que acreditam que devíamos saber o preço de todos os produtos e conhecer cada uma das promoções em vigor na loja
  • Aqueles que nos pedem para confirmar o valor de cada um dos 15 artigos que trazem
  • Aqueles que chegam à caixa com 20 artigos mas só levam meia dúzia, obrigando-nos a anular cada um dos restantes e a dar depois trabalho a quem tem de os arrumar
  • Aqueles que sempre dizem que “se não tem preço, é de graça” ou que acham que podemos escrever o valor do produto sem o respetivo código de barras só porque o cliente viu que estava a tal preço
  • Aqueles que compram um saco plástico para cada três artigos ou, pior ainda, para não terem de gastar dinheiro, trazem os que dispomos na zona da fruta
  • Aqueles que só começam a ensacar quando já terminamos de registar todos os artigos, sejam eles apenas três ou quase trinta
  • Aqueles que estão ao telefone e nos ignoram por completo, levando o dobro do tempo para arrumar as coisas e só se lembram que queriam com NIF já depois de pagarem
  • Aqueles que vêm a nossa mão esticada para receber o dinheiro mas preferirem pousar bem em cima do tapete só para demorarmos o triplo do tempo a apanhar as moedas
  • Aqueles que não podem ou não querem esticar-se nem um bocadinho o braço e nos obrigam quase que a deitarmo-nos em cima da caixa para conseguirmos chegares-lhe o talão e o troco
  • Aqueles que já chegam sem paciência nenhuma ou tempo algum e reclamam por tudo e com nada

TO BE CONTINUED…

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