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Por questões vitais, pela nossa saúde

Ora bem… por onde começar?

Vamos… pelo mais problemático e causador de confusão mas facilmente desmistificado, espero eu: o leite. Aquele líquido cujo cada mililitro acarreta até 400 000 células somáticas, em parte advindas do pus e sangue que são APENAS PARCIALMENTE filtrados.

Não, ele não é e continuará longe de poder ser a “melhor fonte de cálcio”, como gostam (e precisam!) de o publicitar. Muito pelo contrário e prova disso é a maior taxa de osteoporose apresentada nos países que consomem mais leite.

Será coincidência? Não me parece. A verdade é que para neutralizar a acidez que o leite (já praticamente isento de proteínas dada a pasteurização) provoca no nosso corpo (por natureza alcalino), todo o cálcio precisa de ser extraído dos nossos ossos deixando-os fracos e vulneráveis, mais sujeitos à contração de fraturas ósseas. Hoje percebo o porquê das dores nos joelhos que me complicam a vida desde os 14 anos e que tanto me fazem sentir com mais de 70…

Para além disso, já toda a gente sabe (ou devia de saber) que cerca de 75% da população MUNDIAL é intolerante à lactose; sendo incapazes de digerir corretamente os produtos láteos e sofrendo, então, de diarreia, dor no estômago, gases ou inchaço. 

Porquê? Porque a enzima lactase, responsável pela digestão da lactose, só é produzida no nosso corpo enquanto somos crianças e vai sendo perdida à medida que se bebe leite. Afinal, como TODAS as outras espécies, só precisamos dele enquanto bebés e para isso temos as nossas próprias mães; escusado sendo ingerir o das vacas cujo único destino devia ser as suas crias, bezerros cujo peso pode chegar aos 900kg em nem meia dúzia de meses.

Assim sendo, mais vale contrariar a nossa dependência provocada pela casomorfina (que, resultante da decomposição da caseína, a principal proteína dos laticínios, no nosso organismo, nos mantém viciados) e preferir, para além das várias alternativas de bebidas vegetais, os brócolos, os espinafres ou as couves e alguns frutos secos para repor os níveis de cálcio.

Quanto aos ovos? Basta que percebam que “consumir apenas um por dia pode ser tão mau quanto fumar cinco cigarros diariamente, para a expectativa de vida”; uma vez que “a gema de ovo é o glomérulo mais concentrado de gordura saturada e colesterol” e assim que a ingerimos as nossas hemácias são revestidas, deixando o sangue mais grosso e viscoso.

Agora, falaremos da carne.

Sabiam que “se eliminarmos ou reduzirmos substancialmente o alimento refinado, processado e de origem animal, podemos evitar e, em certos casos, até reverter várias das nossas piores doenças”? É verdade. A solução não passa mais pelo consumo crescente de variados e múltiplos comprimidos ou tratamentos extenuantes (cujas despesas assomam valores incredulamente elevados e dificilmente compensados), mas sim, e quase que de uma forma óbvia, pela mudança imediata e permanente da dieta alimentar.

“The doctor of the future will no longer treat the human frame with drugs, but rather will cure and prevent disease with nutrition”, Thomas Edison

Durante a Segunda Guerra Mundial, com a mobilização de todos os animais para as tropas e consequente restrição alimentar da população em geral que passou a sobreviver apenas de vegetais, a percentagem de mortes provocadas por doenças cardiovasculares CAIU e drasticamente.

Porque, sim, estas doenças (as mesmas a constituir, atualmente, a principal causa de óbito) advêm do estilo de vida que adotamos e dos hábitos alimentares que praticamos.

“O consumo excessivo de alimentos com base animal ou processados danifica as nossas células endoteliais; diminuindo cada vez mais o fornecimento de óxido nítrico protetor nos nossos vasos sanguíneos e levando à sua inflamação, endurecimento e estreitamento”.

O colesterol, uma substância gordurosa, acumula-se, então, de tal maneira nas artérias coronárias que forma uma “placa”, obstruindo e “limitando o fluxo sanguíneo ao coração”. Talvez por isso se associe tanto “o consumo de carne à contração de diabetes”.

Será tudo porque, por exemplo, para os animais, dos quais provém a carne que nos chega aos pratos, são destinados cerca de 80% dos antibióticos produzidos em todo o mundo?

Ao contrário do que possam querer que pensemos, “as pessoas não sofrem nem desenvolvem doenças por causa de falta de proteína mas pelo excesso dela” e aquela de que precisamos (em torno de 50g diárias) pode E DEVE provir de origem vegetal.

Enquanto que “500 calorias de alimento vegetal natural enchem completamente o estômago adicionando os recetores de estiramento e densidade para sinalizar ao cérebro que já comemos o suficiente”, a mesma quantidade “de alimentos sintéticos refinados enchem bem menos o estômago enganando os recetores e dizendo ao cérebro que precisamos comer mais”.

Daí a obesidade e consequentes problemas a ela associados e dela decorrentes. Os “nutrientes de alimentos de origem animal promovem o desenvolvimento do cancro enquanto que os nutrientes vegetais diminuem”.

“Os maiores e mais fortes animais terrestres deste planeta são todos herbívoros”.

Nos países já conhecidos como “zonas azuis”, a população, cuja dieta se baseia em mais de 95% em plantas, chega quase aos 100 anos e sem grandes problemas de saúde. 

Mas isso não nos chega a nós, em casa, porque as grandes organizações de saúde e aquelas empresas que nos dizem o que devemos ou não consumir e o que é bom ou não para nós são, coincidentemente, patrocinadas pelas maiores empresas de carne e lacticínios. Como tal não lhes convém. E nós, consumidores, tão e cada vez mais habituados a ver as pessoas adoecerem e morrerem tão prematuramente, nada questionamos e tudo aceitamos.

Então, e o peixe?

Esse, ao contrário do que as pessoas possam querer acreditar, acarreta outros tantos problemas de saúde. Por um lado, pela grande e grave contaminação dos mares e rios com mercúrico, “uma substância química letal para o nosso organismo”, cuja possível exposição aumenta substancialmente o “risco de cancro, doença cardíaca e até morte”. Por outro lado, aquele mais ignorado e disfarçado pelos media e pelos distribuidores, devido aos mesmos ambientes cada vez mais poluídos e nefastos em que os peixes, crustáceos e moluscos nascem e vivem; as toxinas da água vão-se acumulando nos seus corpos e torna-se recorrente a descoberta de “elevados níveis de bifenilos policlorados, químicos perigosos que têm sido associados a problemas neurológicos e a defeitos congénitos em bebés que foram expostos”.

Os peixes são frequentemente altos em colesterol e a grande maioria da sua gordura não é sequer saudável.

Por favor,

“let food be thy medicine and medicine be thy food.”

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