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“Uma imagem vale mais do que mil palavras”

A minha conversão, da noite para o dia, para o veganismo deveu-se total e inequivocamente a um vídeo de apenas quatro minutos e trinta e oito segundos. Sim, foi desse tempo que precisei para “abrir os olhos” e ver o que, até então, preferira (mais ou menos consciente disso) ignorar. Soube, assim, o quão verdade podia e deve ser a expressão popular segundo a qual “uma imagem vale mais do que mil palavras”; porque vale mesmo.

De lá para cá, têm sido muitos os filmes, documentários e curtas-metragens aos quais tenho dedicado algum do meu tempo. Feliz ou infelizmente, eles aumentam de dia para a dia e chegam a cada vez mais pessoas de uma maneira cada vez mais nua e crua. Abordando todas ou apenas uma vertente em específico, materializam o que até então parecia tão abstrato e especulativo.

Dominion, 2018; puro e cru, mostra, sem quaisquer filtros, a realidade que tanto tentam esconder e que ainda muitas pessoas preferem ignorar; abordando o veganismo como a solução para o sofrimento animal (de todos os animais), remata com o mal que fazemos connosco próprios e ao ambiente

Hope: What you eat matters, 2018; mais recente e mais atual, aborda objetivamente e sem rodeios as implicações da alimentação ocidental na nossa saúde, no planeta e nos animais, fazendo-nos repensar as nossas escolhas e refletir sobre as decisões que até então tomávamos como certas

The hidden side of animal transport, 2018; passado na televisão portuguesa (embora num horário mais recatado), aborda as condições cruéis e desumanas em que são transportados os animais aqui na Europa e expõe as graves falhas na aplicação da legislação da União Europeia referente à situação

Ferdinando, 2017; enquanto filme de animação, ajuda miúdos e graúdos, de uma forma não tão invasiva, a compreenderem o quão dolorosa (pode ser) é a vida de todos os seres como aquele que, felizmente, teve a sorte de encontrar alguém que o amava ao ponto de tudo fazer para o proteger

Okja, 2017; vem abordar o quão falsas são as esperanças numa indústria pecuária dependente da carne de laboratório, mostrando-nos, pela primeira vez, que as pessoas não querem comer carne advinda de sofrimento animal e relevando-nos os ativistas dos direitos humanos que estão lá para ajudar e arriscar a sua própria vida

What the health, 2017; estabelece nitidamente as diferentes repercussões de uma dieta dita normal e uma dieta vegana na nossa saúde, evidenciando a corrupção sob a qual se mantêm, entre outros, o governo e a indústria farmacêutica

Seaspiracy, 2015; curto mas firme e pragmático, explica e mostra o quão nociva pode ser a pesca para o ambiente, pelas questões éticas e para a nossa saúde, aconselhando-nos a seguir uma dieta totalmente vegana o quanto antes

Cowspiracy, the sustainability secret, 2014; merecendo nomeações, por um lado, e fortes críticas, por outro, centra-se no impacto ambiental da pecuária e da pesca, acusando diretamente as organizações ambientais de zelar mais pelos seus interesses económicos e menos com o que realmente se deviam importar

101 reasons to go vegan, 2010; dirigida por James Wildman, esta palestra coloca-nos questões do quotidiano e, à primeira vista, sem segundas intenções para depois nos atordoar com a rápida mas avassaladora comparação com os animais e todas as questões do seu consumo advindas

Forks over knives, 2011; protagonizado por médicos, investigadores e especialistas na área, desmistifica a correlação entre a alimentação e a saúde, apresentando uma solução óbvia e prática para a reversão das doenças que têm tomado conta das pessoas

Earthlings, 2005; colocando o homem de igual para igual com os animais, mostra como os primeiros se aproveitam dos outros para companhia, alimentação, vestuário, entretenimento e experimentos clínicos com os mais variados fins

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