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Porque sim, não há nenhuma outra maneira

No dia 1 de Maio de 2018 decidi que ser vegetariana não era mais o suficiente e que, então, nenhum animal devia ser por nós utilizado, para o que quer que fosse. Soube, ali, que o veganismo fazia todo o sentido. Porque sim, não há nenhuma outra maneira. Mais do que uma dieta, é um estilo de vida, um estilo de vida que preza a vida de todos os seres.

“É uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade”.

Comer carne NÃO É uma escolha pessoal, não a partir do momento em que infringe a liberdade de seres tão merecedores deste mundo quanto nós, e podemos sim existir sem. Afinal, “dietas vegetarianas apropriadamente planeadas, incluindo dietas veganas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas, e podem promover benefícios para a saúde na prevenção e no tratamento de certas doenças, em todos e quaisquer estágios da vida, incluindo gravidez, lactação, infância, idade escolar e adolescência”.

“A grandeza de uma nação e o seu progresso podem ser julgados pela forma como tratam os animais. O que isso diz de nós como espécie? Em toda a nossa história registada, 619 milhões de humanos foram mortos por guerras. Nós matamos o mesmo número de animais a cada 3 dias, não incluindo os peixes e outras criaturas marítimas cujas mortes são tão numerosas que só se medem em toneladas. Mas antes de os matarmos, precisamos cria-los, confina-los e explora-los, por comida, entretenimento, vestuário e pesquisa. As suas vidas inteiras, do nascimento à morte, são controladas por indústrias que só se importam com lucro. Um império de sofrimento e sangue, pago pelos consumidores que acreditam que o seu tratamento foi ético, porque comer e usar animais é normal, porque os produtos à venda nas prateleiras do supermercado estão tão distantes dos indivíduos que outrora existiram. Indivíduos que compartilham connosco e com os nossos companheiros que tanto amamos a nossa capacidade de sofrer, o nosso desejo de viver, de ser livre, de ser visto não como objeto, não para a utilidade de outros, mas por quem somos como indivíduos. A verdade é que não há jeito humano de matar alguém que quer viver. Não é uma questão de encontrar formas melhores e mais certas de fazer a coisa errada. Nós nos dizemos que eles viveram vidas boas e que, no fim, eles não sabiam o que viria e que não sentiram nada. Mas eles sentem. Em suas horas, minutos e segundos finais, sempre há medo, sempre há dor. Nunca uma vontade ou desejo de morrer, mas sim um desespero de viver, uma briga frenética até o ultimo suspiro. E nunca lhes é mostrada compaixão ou bondade e sim zombamento, ridicularização, espancamento. Tiramos os seus filhos, a sua liberdade, as suas vidas, enviando-nos saudáveis e plenos a um matadouro para sair como pedaços embalados do outro lado e nos dizemos que, de alguma forma, no meio do caminho, algo humano e ético aconteceu. E, no processo, nos prejudicamos. Destruímos o nosso meio ambiente. E ainda assim nós seguimos justificando a pecuária por alegar que é normal, necessário e natural. Nós acreditamos que em nossa aparente superioridade temos conquistado o direito de exercer poder, autoridade e domínio sobre todos os que percebemos como inferiores, para nossas próprias finalidades limitadas. É uma justificativa que já foi usada antes. Pelo homem branco para escravizar o negro. Pelos nazistas para assassinar os judeus. Por homens, para silenciar e oprimir as mulheres. Estamos fadados a repetir a mesma história mais e mais vezes? Este complexo de superioridade, este puro egoísmo, define quem somos como espécie? Ou somos capazes de algo mais?”

“Ser vegan não me fez melhor do que outras pessoas, mas me fez melhor do que eu era antes”.

“Who am I to change the world?” say 7.6 billion people

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