Life Time

Vegan? Mas e a proteína?

Se há coisa que sempre me perguntam, cada vez mais à medida que o tempo vai passando, quando se comenta o meu estilo de vida é sobre como faço para repor convenientemente os meus níveis de proteína. “Não te sentes fraca?”. “Como assim? Nem mesmo ovos?”. “A proteína vegetal não responde de forma devida às tuas necessidades”. “Isso não chega. Tens feito análises?”

O pior é que normalmente nunca sei muito bem como responder. É verdade que até então não me deparei ainda com nenhuma carência mas fogem-se-me sempre os termos adequados quando deles preciso para argumentar contra os comentários audaciosos que insinuam que precisamos sim de carne, peixe e ovos para sobreviver com saúde.

Ora bem, vamos lá tentar resolver isso e deixar tudo um bocadinho mais fácil de compreender!

À exceção da vitamina B12, aquela responsável por “manter o metabolismo do sistema nervoso e as células vermelhas do sangue saudáveis”, que precisa de ser obrigatoriamente suplementada (por indivíduos vegans ou não, atenção!), tudo pode e DEVE ser encontrado nas quantidades mais do que necessárias e suficientes em produtos de origem estritamente vegetal. Vejamos:

O ferro, cuja principal função é “transportar oxigénio na hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue para todo o corpo, para que as células possam produzir energia”? Nas leguminosas (no feijão, grão, ervilhas, lentilhas, favas, tremoços), nos cereais integrais (no arroz, trigo, aveia, milho, millet), nos legumes de folha verde escura, nos frutos secos (nas nozes, amêndoas, amendoins, avelãs, cajus), nas sementes (de sésamo, linhaça, girassol, abóbora), no tofu e no tempeh, por exemplo.

O cálcio, crucial para “a circulação de sangue, a movimentação muscular, a libertação de hormonas e a transmissão de mensagens do cérebro para outras partes do corpo”? Nos legumes de folha verde escura (nas couves e brócolos), nas bebidas vegetais fortificadas, nas leguminosas (no feijão, grão, ervilhas, lentilhas, favas, tremoços), nos frutos secos (nas amêndoas e avelãs), nas sementes (de sésamo, chia e linhaça), no tofu e no tempeh, por exemplo.

Ah! O ómega 3, aquela gordura com “efeitos anti-inflamatórios, anti lipídicos, neurológicos e cognitivos”? Na linhaça, nas sementes de chia e de cânhamo e nas nozes, por exemplo.

Mas o que lhes preocupa mesmo é a proteína, não é? Essa, realmente muito “importante para o desenvolvimento e manutenção dos nossos músculos e ossos”, podemos facilmente obter através das leguminosas (no feijão, grão, ervilhas, lentilhas, favas e tremoços), dos cereais integrais (no arroz, trigo, aveia, milho e millet), dos frutos secos (nas nozes, amêndoas, amendoins, avelãs e cajus), das sementes (de sésamo, linhaça, girassol e abóbora), do tofu e das bebidas de soja, por exemplo.

Não sei quanto a vós. Mas a mim parece-me que possibilidades não faltam… Portanto podemos sim seguir uma dieta livre de toda e qualquer crueldade animal sem que para isso precisemos de nos negligenciar! Um prato bem balanceado e cuidadosamente composto chega e basta para que possamos obter todos os nutrientes dos quais dependemos.

Também podes gostar!